Consórcio ou financiamento: como avaliar o que faz sentido para você
Sem juros não significa sem custo, e parcela menor não significa negócio melhor. Veja o que pesa na comparação.
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Consórcio e financiamento servem para a mesma coisa: comprar um bem de alto valor e pagar ao longo do tempo. Os caminhos, porém, são bem diferentes, e nenhum dos dois é “melhor” para todo mundo. Cada um serve a um perfil.
As diferenças que importam
- Acesso ao bem: no financiamento, você compra agora; no consórcio, só depois da contemplação, por sorteio ou lance, o que pode demorar;
- Custo: o financiamento cobra juros; o consórcio não tem juros, mas tem taxa de administração e fundo de reserva, que também entram na conta;
- Disciplina: o consórcio funciona como uma compra programada e serve melhor a quem não tem pressa;
- Flexibilidade: quem precisa sair de um financiamento renegocia com o banco; quem precisa sair de um consórcio pode vender a cota no mercado secundário.
O tamanho desse mercado
O consórcio é bem estabelecido no Brasil: segundo a ABAC, o sistema reúne milhões de participantes ativos e movimenta centenas de bilhões de reais em créditos. Também existe um mercado secundário de cotas, inclusive de quem foi contemplado e mudou de planos.
Se você entrou num consórcio e se arrependeu, parar de pagar as parcelas não é a melhor saída. Avalie vender a cota, o que recupera parte do que você já pagou.